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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A DIFÍCIL TAREFA DE EDUCAR UM FILHO ÚNICO

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Saúde, vêm diminuindo a média de filhos por mulheres brasileiras desde a década de 1990. Atualmente mais de 20% das famílias brasileiras possuem apenas um filho.          

Criar apenas um único filho acaba sendo a escolha de muitos casais e esta decisão vem acompanhada por inúmeras justificativas, desde questões financeiras e falta de tempo, a preocupações com a violência e os problemas ambientais da atualidade.
               
A tarefa de “criar um filho” é uma das mais difíceis e prazerosas da vida. As dúvidas e os medos que acompanham a criação e a educação podem, quando não esclarecidos e controlados, comprometer e prejudicar todo este processo. As atitudes dos pais na maioria das vezes são as responsáveis pelas dificuldades de relacionamento e transtornos de comportamento dos filhos.
               
Casais com um único filho, muitas vezes pensando em superprotegê-los, pecam e comprometem o que deveria ser uma boa educação. Excessos de mimo, elogios, atenção exclusiva e falta de limites são erros que acarretam dificuldade em lidar com frustrações e com os relacionamentos interpessoais, não somente na infância, mas por toda a vida adulta.
 
As supostas justificativas dos pais como: “já que só tenho um filho, me deixa mimá-lo...”; “só tenho um filho e ele vai ter tudo o que quiser...”; “meu filho, deixe que nós resolvemos tudo...” – são alguns exemplos de situações que, se não controladas, fazem das crianças indivíduos emocionalmente fragilizados, intolerantes e, em alguns casos, até agressivos quando contrariados.
 
As crianças que não possuem irmãos necessitam ter mais contato com outras crianças da sua faixa etária para aprenderem a relacionar-se e brincar. As pré-escolas são excelentes opções como parceiras neste processo. O convívio exclusivo com adultos pode tornar as crianças dependentes de sua presença para tudo, o que não é bom para ambos nesta relação.
 
Sofrer, saber lidar com frustrações e perdas e saber tomar a iniciativa e atitudes perante situações adversas, faz parte do aprendizado da vida. Os pais que querem educar bem os seus filhos, sendo únicos ou não, devem permitir que eles se deparem e saibam lidar com estes diversos momentos – isto fortalecerá a personalidade e favorecerá o equilíbrio emocional deles.
 
Impor limites ao educar um filho, não significa abdicar de atitudes de carinho, companheirismo e descontração – é, antes, uma atitude de amor. Quando uma criança aprende a respeitar as pessoas e as circunstâncias, ela está mais preparada para a vida.

Dicas para educar seus filhos perfeitamente

Dicas para educar seus filhos perfeitamente

Na realidade é impossível educar os filhos perfeitamente. Porém sempre há maneiras de melhorar seu modo de agir para com eles. Muitas vezes você ao ver seu filho errado, até mesmo concorda com ele para evitar discussões e brigas, o que é algo extremamente inaceitável. Não o fato de evitar brigas, pois realmente é preciso se esforçar para viver em união, apesar de que quando um não quer, dois não brigam, mas a questão é deixar que seu filho faça algo errado e você aceite esta situação, ou mesmo diga palavras feias e você não se manifeste para repreende-lo.
Tomando esta atitude, ou melhor, não tomando atitude nenhuma, sua vida continuará sempre na mesma, e seus filhos cresceram mal educados e arrogantes. Já mostrando a eles a importância de agir corretamente, fará com que eles consigam adquirir mais responsabilidade e respeitem as demais pessoas e os mais velhos.
Obviamente que você não deve nunca agir de cabeça quente, como levantar a mão para bater em seus filhos, magoá-los, ofende-los, levantar palavras feias, como jogar pragas, dizendo que ele não presta, que ele puxou o pai (ou a mãe), que ele nunca será alguém na vida, enfim. Lembre-se que muitas vezes palavras podem machucar mais do que agressões físicas, apesar de que muitas vezes tomamos certas atitudes que realmente não agradam aos filhos, e que até surpreendem nós mesmos, mas evite-as, pois seu filho pode lhe ter como exemplo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DICAS DE SUPER NANNY

Como disciplinar 


A palavra disciplina quer dizer ensino, segundo o dicionário da língua portuguesa. Ou seja, quando não há ensino sistematizado de regras ou de conduta de comportamento, ocorre a indisciplina. Quando os pais não sabem ou não conseguem dizer “não” ou “sim” na hora certa, quando acontece falta de limites, de procedimentos que gerem obediência, a indisciplina se instala. É interessante perceber que crianças em idades diferentes apresentam diferentes comportamentos e manifestações de indisciplina. As ações e reações indisciplinadas de uma criança pequena não podem ser iguais as de um pré-adolescente ou de um adolescente. E, infelizmente, quando não acontece a correção dessas manifestações na hora certa, essas pessoas em fase de crescimento terão problemas no futuro. Ou seja, quando crianças são violentas ou agressivas e não são disciplinadas, com certeza se tornarão adultos agressivos e violentos.
Eu sempre oriento que cada atitude de desobediência deve ser corrigida na hora em que acontece. O importante é ter regras de comportamento na família, explicar cada uma delas e exigir o seu cumprimento. A criança precisa entender que o não cumprimento de uma regra tem uma conseqüência negativa. Isso quer dizer que ela vai ter que assumir a conseqüência dessa desobediência (cantinho da disciplina, por exemplo). Por outro lado, o cumprimento de uma regra terá uma conseqüência positiva, que pode acontecer em forma de elogio, de demonstração de contentamento (método do incentivo, por exemplo). Mas as regras precisam ser claras e objetivas, de modo que a criança entenda e concorde com cada uma delas. E que o pai tenha convicção, consistência e firmeza no que está fazendo.
Também vale ressaltar que existem pais que não sabem identificar o choro ou uma atitude diferente dos filhos. Eles precisam aprender a detectar quando o filho está com sono, ou incomodado porque está sujo, ou se está com fome, ou sede. Não se pode simplesmente pensar que certas atitudes são de desobediência. Isso pode confundir a criança. Esse problema é mais comum com o primeiro filho, já que tudo é novidade e ninguém nasce sabendo ser pai. Diante dessa situação, os pais devem suprir todas as necessidades básicas da criança (fome, fralda, sede, sono, frio, calor). Se tudo isso estiver em ordem, aí sim um choro ou grito ou qualquer outra atitude pode significar manha, birra e indisciplina. Mas, aos poucos, os pais vão aprendendo a identificar as diferentes manifestações dos próprios filhos. E se acontecer alguma suspeita de que certas atitudes de indisciplina podem ser geradas por algum transtorno extra, o melhor é consultar o pediatra a fim de saber como agir.
Se a indisciplina é identificada, é preciso fazer algo. O método que recomendo para disciplinar é aquele que mostro no programa da SuperNanny: estabeleça uma rotina e regras que você quer para sua casa e sua família. Comunique isso, explique aos filhos e exija o cumprimento delas. Ao desobedecer uma regra, dê uma advertência ao seu filho; se desobedecer novamente, leve-o até o cantinho da disciplina (banquinho, tapetinho, cadeirinha) e deixe-o ali durante uma quantidade de minutos que sejam proporcionais à idade que possui (exemplo: 4 anos, 4 minutos). Ao terminar o tempo, faça com que ele peça desculpas e esqueça do assunto. Não grite, não se descontrole, não ameace, pois você está ensinando.
Alguém pode estar se perguntando: o que a Bíblia orienta nesses casos? É preciso usar, de fato, a vara para corrigir um filho? Eu posso apresentar alguns trechos bíblicos de Provérbios que abordam o assunto, como em 13.24 (“O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”), 23.13 (“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá”) e 23.14 (“Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno”). Sendo assim, a Bíblia fala sobre educar o filho com a vara para que aprenda, mas essa atitude somente pode ser tomada com entendimento profundo da Palavra de Deus e discernimento sobre a mesma. Creio que o termo original refere-se a vara mesmo, mas é um assunto difícil de ser abordado na coluna de uma revista sem uma explicação profunda do procedimento. Isso seria mais aconselhável de ser ministrado em um encontro para pais cristãos, debaixo de oração, para não se correr o risco de espancar crianças e dizer que Deus é quem ordena assim.
Eu sou contra bater nos filhos porque, ao bater, não estamos ensinando, e sim descarregando uma série de sentimentos que levamos dentro de nós, como nervosismo, amargura, frustração, estresse etc. O ato de bater não ensina, somente machuca a criança; e o pai, muitas vezes, vai sentir remorso pelo que fez. O apanhar deixa marcas na criança, dói, machuca. O pior é que ela não consegue se defender, especialmente quando é pequena. Nesses casos, muitas vezes, a criança agride verbalmente ou tem outras manifestações de violência.
Da mesma forma, um castigo aleatório, sem consistência ou explicação, somente machuca, deixa marcas profundas nas crianças. Um outro problema acontece quando os pais castigam sem uma lógica ou aviso, somente porque estão nervosos ou cansados. Um dia castigam por uma atitude do filho, mas no dia seguinte, porque estão de bom humor, deixam falhas passarem, sem castigar. Isso é muito ruim, pois deixa a criança confusa e sem ensino.
O episódio do casal que acorrentou o filho pequeno em casa para ir à igreja, alegando que ele era muito indisciplinado, é um exemplo de exagero e crueldade. É prova da falta de discernimento ou entendimento profundo da Palavra de Deus. Muitas barbaridades como essas e outras piores se fazem no mundo todo em nome de Deus.
Creio que uma disciplina com entendimento, convicção, autoridade legítima, sem autoritarismo, sem nervosismo ou descontrole, dará o resultado esperado. Se ainda assim, a criança não demonstrar disciplina, seria bom consultar um médico para ver se não há algum outro problema que justifique a indisciplina.
Pais cristãos, tementes a Deus, precisam entender que é fundamental haver unidade entre o casal, uma rotina adequada, regras que ajudarão na formação do caráter das crianças e um método de disciplina (ensino) para poder orientar os filhos. Sem o entendimento certo da vara, segundo a Palavra de Deus, o método do cantinho da disciplina (para crianças pequenas de 2 até 7 anos) ou área de reflexão (para crianças maiores de 8 anos em diante) são eficazes.
Lembrem-se: eles ficam ali 1 minuto por ano de idade; tem que haver pedido de desculpa no final do tempo; deve haver um método de incentivo (reconhecimento pelo esforço do cumprimento das regras, que devem ser claras e de acordo com a idade da criança). Deve haver também uma advertência antes da disciplina propriamente dita, para dar a chance de corrigir o comportamento sem necessidade de chegar ao extremo. Não grite, não perca o controle, não fique nervoso. Você está ensinando seu filho.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

PRIMEIROS DIAS DE VIDA

Primeira semana:
A primeira semana de vida do bebé trás grandes mudanças para os pais. É uma adaptação à nova faceta materna e paterna para cuidar do bebé, da mesma forma que a criança está a adaptar-se a uma nova vida. Não espere muito de si durante estes primeiros dias… Se alguém lhe oferecer ajuda, aceite!

Nas primeiras semanas de vida do bebé, ele vai estar centrado em perceber tudo o que lhe rodeia. Precisará de ser ajudado nesta nova etapa da sua vida, que é substancialmente diferente de quando estava na barriga da mãe. As necessidades do bebé passam por coisas tão simples como: comer, estar quente e confortável.

Aconchegue-o e aqueça-o, pegue-o suavemente e junto a si e alimente-o quando tiver fome.

O seu bebé começará por ter reflexos para sugar e a fazer pressão com a língua. Isto são necessidades de nutrição que terá de ser alimentado por biberão ou por amamentação. Isto naturalmente é uma óptima forma de ligação para com o bebé, um maior contacto com ele, onde deverá também massajá-lo.

Se vai fazer a amamentação, terá de ser paciente enquanto o seu bebé se alimenta. Poderá demorar algumas semanas até ambos se sentirem confortáveis neste processo de alimentação do bebé.

Na primeira semana poderá sentir-se:


  • Exausta;
  • Dores do pós parto;
  • Cãibras abdominais devido às contracções do útero;
  • Poderá sentir-se deprimida, o que é comum no pós parto;
  • Desconforto na zona mamária;
  • Medo ou receio quanto à sua capacidade de ser uma boa mãe;
  • Suores nos primeiros dias.

Segunda Semana:

Preto, branco e objectos vermelhos, é o que o seu bebé verá melhor. Ele vai também adorar estudar a sua cara e mexer o máximo que conseguir. Ele vai centrar-se nos objectos que estejam a pequenas distâncias dos seus olhos.

Quando o seu bebé chorar, conforte-o, pois os recém-nascidos não têm capacidade de manipular e todos os mimos devem ser dados.

Vários estudos comprovam que quando há uma resposta rápida e sistemática por parte dos pais ao choro dos bebés, estes têm tendência para irem chorando cada vez menos.

Algumas razões para o choro do bebé:



  • Fome;
  • Necessidade de sugar;
  • Reacção à mudança do ambiente que o rodeia;
  • Desconforto (estar molhado, demasiado quente ou frio, gases, etc.);
  • Sente-se sozinho.

Como dar conforto ao seu bebé:


  • Dê-lhe de mamar, ou através do amamento ou do biberão, sempre que ele tenha fome;
  • Balance o seu bebé com movimentos suaves e repetitivos;
  • Tome um banho morno com o bebé, acalmando a criança e a si.

A primeira ida ao pediatra será por volta das duas semanas após o nascimento do bebé. O pediatra conhecerá os pais e o bebé através de perguntas sobre o sono, alimentação e actividades dos pais e bebé entre alguns possíveis exames que façam ao bebé.

Poderá também sentir-se exausta por estar constantemente a acordar, de forma a facilitar este processo aproveite para descansar sempre que possa, faça pequenas sestas, o trabalho da lida da casa pode esperar.

Terceira Semana:


Poderá notar que o bebé irá começar a responder aos barulhos que fizer, se os for repetitivamente ele começará a associá-los. Ele responderá aos sons com piscar de olhos, com o olhar ou franzir de olhos e acordando de sonos leves.

Sons comuns e pequenas actividades não tem qualquer implicação nesta idade. Mesmo assim é importante que não haja muito barulho para o bebé dormir, de forma a não estar constantemente a acordar.

A amamentação aqui já é feita de forma mais natural e confortável para ambos, sendo que se isso não acontecer deverá consultar o seu pediatra ou enfermeira. Se notar algum tipo de dor ao amamentar deverá consultar um médico de imediato, podendo correr o risco de ter uma infecção mamária.

Por esta altura, alguns bebés podem começar a demonstrar sinais de cólicas. Se a criança começar a chorar e puser os pés para junto do seu peito constantemente e durante algumas horas, isto poderá ser sinal de cólicas. Geralmente as cólicas têm um padrão repetitivo, ocorrendo geralmente nas mesmas alturas do dia.

20 por cento dos bebés são afectados com cólicas, a causa é desconhecida, mas muitos pediatras afirmam que é o resultado de um sistema digestivo imaturo. As cólicas têm tendência para desaparecer após o seu terceiro mês de vida.

Quarta semana:

Aqui o bebé irá começar a estar mais atento, observando, ouvindo e a tentar associar pistas na forma como as pessoas interagem com ele, estudando os seus movimentos. Vai começar a reconhecer os familiares e aqueles mais próximos, podendo corresponder com sorrisos.

O mais fascinante acontecerá nas próximas semanas, em que começará a tentar falar, com algum tipo de sons. É espantosa a rapidez do crescimento dos bebés nas primeiras semanas de vida.

Não é demasiado cedo por esta altura para se começar a criar rotinas diárias para o bebé. Aliás, até o ajudará a aprender a confiar no seu ambiente. Ajudará também a criar rotinas quanto ao sono, criando-se rituais que ele identificará como hora de dormir.

Não estranhe se o seu bebé continuar a acordar durante a noite, que poderá durar várias semanas ou mesmo meses. Isto varia de bebé para bebé.

Algumas mulheres poderão sentir-se bastante realizadas por ter um bebé e um fantástico parceiro, mas poderão continuar a sentir-se deprimidas. Isto poderá tanto ter de mau como também é considerado normal.

As hormonas poderão ser a causa, apesar de não haver uma explicação definitiva quanto a este estado. A boa notícia é que na maioria das mulheres este síndrome de pós parto não costuma durar mais que 48horas.

Se a depressão demorar mais que duas semanas, juntando sintomas de sonolência, perda de apetite, ansiedade e agressividade para com o bebé, deverá mesmo consultar o médico e pedir aconselhamento. Deve isso a si mesma para seu bem e do bebé.

Higiene

Crianças de 2 a 3 anos

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Quando retirar as fraldas?

O início da retirada das fraldas sempre gera grandes dúvidas nos pais. Esse deve ser um momento tranqüilo, considerado como parte da vida da criança e dos pais e encarado sem angústias.
O seu bebê está crescendo, tornando-se mais independente e deixando a mamãe mais livre também. É uma nova etapa, uma nova relação entre pais e criança que começa.
Os pais não devem ter pressa nesse processo. Uma criança que não tem maturidade suficiente para controlar seus esfíncteres (músculos que controlam a saída da urina e fezes) e é forçada a deixar as fraldas, pode ter sérios problemas de incontinência urinária ou de intestino preso. Portanto, não há nada melhor do que dar tempo ao tempo.
A criança precisa ter algumas habilidades para começar ficar sem as fraldas. Ela deve conseguir ficar sentada sozinha de 5 a 10 minutos, andar, falar para conseguir pedir para ir ao banheiro e tirar suas roupas que devem ser de fácil manuseio, como a de elásticos.
Geralmente, uma criança de 2 anos de idade já se encontra pronta para o início da retirada das fraldas. Nunca se esqueça que cada criança tem o seu desenvolvimento e o seu tempo para aquisição de habilidades. Respeite o momento de cada criança.
Tá chegando a hora - Uma dica para reconhecer que já pode começar o treinamento é quando a criança aponta ou comunica que está suja ou que está fazendo xixi ou cocô ou então quando se interessa pelo o que os pais ou irmãos vão fazer no banheiro.
Explique sempre o que acontece no banheiro de forma que a criança possa entender que aquele lugar é o ideal para fazer o xixi e o cocô. Deixar a porta do banheiro aberta faz com que a criança imite os mais velhos e perceba que esse “ritual” é corriqueiro.
Para iniciar o processo, compre um penico de escolha da criança e deixe no lugar em que a criança costuma brincar. A criança deve explorar o penico (não a deixe colocá-lo na cabeça) e ser estimulada a sentar nele com roupa, enquanto os pais explicam para que serve ou brincam com ela.
Quando a criança estiver familiarizada, coloque o penico no banheiro e passe as eliminações da criança da fralda para o penico na presença dela, sempre conversando e explicando o que acontece. Comece a deixar a criança de calcinha ou cueca sentada no penico.
Quando a criança conseguir passar uma grande parte do dia seca já se pode retirar a fralda. Não deixe de oferecer o banheiro ao pequenino várias vezes ao dia. Após o início do controle, ainda leva de 5 a 6 meses para que se efetue. Deve-se adaptar o vaso sanitário para a criança e estimular a utilização assim que estiver fazendo uso efetivo do penico.
Nunca retarde a ida ao banheiro quando a criança pedir. Respeite seus limites e capacidades. A fralda noturna pode ser retirada quando a criança começa a acordar seca. Isso acontece logo depois do controle diurno. As fezes são controladas um pouco mais posteriormente.
Vida sem fralda - Prepara-se para encontrar a cama molhada no começo do treino da retirada das fraldas noturnas. Isso é normal. Entre os dois e cinco anos de idade, a criança não tem total controle esfincteriano e podem ocorrer acidentes. Evite oferecer líquidos antes da hora de dormir e leve a criança ao banheiro antes de deitar ou mesmo durante a noite.
Não puna ou castigue a criança por ter fracassado. Essa atitude só atrapalha o aprendizado da criança. Elogie sem exageros quando a criança obter sucesso. Muitas vezes poderá ficar sentada no penico e no vaso sanitário sem fazer nada e assim que sair urinar ou fazer coco na roupa. É normal, o controle esfincteriano está começando. Limpe a criança e faça tudo de modo natural.
Meninos e meninas aprendem primeiramente sentados. Os meninos devem ser estimulados a fazer xixi em pé como o papai depois do controle já adquirido.
Algumas crianças regredirem nesse processo, pois podem querer chamar a atenção. Um motivo bastante comum para a regressão é a chegada de um novo irmãozinho.
Faça desse momento um período de trocas com seu filho. Dê muito amor e carinho. O único trabalho dos pais é criar condições para que o processo de aprendizado seja o mais descontraído possível.

Engatinhar

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Uma conquista do bebê

Perigos de acidente, chão "sujo" com possibilidade de contágio de doenças, somado à maior demanda de atenção dos pais, vovós ou babás. Isso tudo está fazendo com que o engatinhar fique para trás. As crianças de hoje estão engatinhando menos do que as crianças de antigamente. O que é um retrocesso.
E para aumentar essa estatística nada boa, existem hoje no mercado várias cadeirinhas, cadeirões, chiqueirinhos, bebê conforto e carrinhos que deixam as crianças sentadas, enquanto os pais podem fazer o que quiser, pois o pimpolho estará lá, sempre sentadinho.
Agora o problema: Sally Blythe, especialista em desenvolvimento infantil, coordenou um estudo em que relacionou a falta de engatinhar com dificuldades em aprender a ler e escrever.
A especialista estudou 70 crianças de 8 a 10 anos divididas em dois grupos, um com crianças apresentando dificuldades na leitura e escrita, e o outro sem queixas no aprendizado.
Ao fim do estudo, percebeu uma diferença significativa: as crianças que não engatinharam ou engatinharam menos também andaram mais tarde e eram as crianças do grupo que apresentavam dificuldades no aprendizado.
Mas qual relação entre engatinhar e aprender outras questões necessárias? De uma maneira sucinta, o engatinhar representa um marco no desenvolvimento da criança e é um exercício motor importante.
A tentativa de “balançar o esqueleto”, mesmo que desordenadamente, estimula a coordenação visual para os movimentos que mais tarde a criança vai usar para ler e escrever, explica Sally.
Deixe o bebê “se virar” - Engatinhando a criança desloca os olhos similarmente ao momento de leitura e escrita. Dessa forma, o bebê é estimulado a construir novas ligações neurológicas envolvidas nessas funções, ajudando mais tarde na escola.
O uso excessivo dos artigos modernos que auxiliam os pais a tomar conta dos bebês são um dos vilões do engatinhar. Eles deixam a criança sentadinha impedindo que se movimentem e brinquem livremente com o corpo.
No chão, a criança aumenta o seu campo de visão e o seu equilíbrio, sendo mais fácil descobrir o mundo. Aprende a ter noção de espaço e distância. É uma ação ativa e não passiva como as crianças que ficam nas cadeirinhas. Além de tudo, ajuda alinhar a coluna, preparando a criança para ficar em pé e andar.
Precisamos saber também que o não engatinhar não é fator determinante para que a criança tenha dificuldades na escola. "Alguns bebês que não engatinharam acabam não tendo problemas, enquanto alguns que engatinharam poderão apresentar dificuldades", afirma a especialista.
Dicas
Pense na seguinte situação: seu bebê está em uma cadeirinha de rodinha e deixa cair um brinquedo no chão. Ele não terá a mínima chance de pegar o objeto, pois está preso. Ficará totalmente dependente, à espera de alguém para pegar o brinquedo. Péssimo para quem está na fase de descobrimento da vida e aprendizado.
Deixe brinquedos de diferentes cores, texturas e materiais no chão ao lado do seu bebê para que descubra as diferenças.
Não se preocupe se seu bebê não engatinhar. Cada bebê se desenvolve de maneiras diferentes e muitos não passam pela fase do engatinhar, mas precisamos estimulá-los.

Prematuro

Cuidados no tratamento de um bebê prematuro

Graças ao avanço tecnológico e ao conhecimento na área da medicina, muitos bebês que antigamente nasciam antes do tempo e morriam hoje estão sobrevivendo e se desenvolvendo. Alguns bebês crescem com as sequelas de um nascimento prematuro, enquanto outros se desenvolvem normalmente.

Mesmo com um desenvolvimento dentro do esperado, as crianças prematuras necessitam de um olhar mais atento. Estudos mostram que uma criança que nasceu prematuramente necessita mais de atendimentos na área de saúde do que os bebês a termo, isto é, que nasceram no tempo correto.
A doutora Beatrice Larroque e o doutor Pierre-Yves Ancel, pesquisadores de uma universidade da França, analisaram 2901 bebês prematuros nascidos entre a 24ª e 32ª semanas de gestação e 667 bebês a termo nascidos entre a 39ª e 40ª semanas de gestação.
Todos os bebês foram analisados ao nascer e aos cinco anos de vida seguindo testes médicos e cognitivos. O resultado mostrou que as crianças prematuras têm uma incapacidade motora maior do que as crianças que nasceram no tempo certo da gestação.
No grupo das crianças prematuras, 5% apresentaram uma incapacidade severa, 9% uma incapacidade moderada e 25% uma pequena incapacidade. Já no grupo das crianças a termo, os números caem: 0,3% para as incapacidades severas, 3% para as moderadas e 8% para as incapacidades menores.
Os autores concluem que essa pesquisa é importante para que os equipamentos da saúde sejam melhores estruturados para uma intervenção precoce, ajudando a amenizar as incapacidades dessas crianças e a orientar as famílias.
Também relatam a importância de mais estudos com essas crianças quando maiores para verificar o quanto de dificuldades escolares irão apresentar, precisando ou não de educação especial.
Dicas
Se seu filho for uma criança prematura, acompanhe seu desenvolvimento juntamente com profissionais qualificados.
Não é porque seu filho nasceu prematuro significa que terá alguma incapacidade.
Quanto menor for a gestação, maior o risco da criança precisar de cuidados especiais.