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UOL

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A DIFÍCIL TAREFA DE EDUCAR UM FILHO ÚNICO

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Saúde, vêm diminuindo a média de filhos por mulheres brasileiras desde a década de 1990. Atualmente mais de 20% das famílias brasileiras possuem apenas um filho.          

Criar apenas um único filho acaba sendo a escolha de muitos casais e esta decisão vem acompanhada por inúmeras justificativas, desde questões financeiras e falta de tempo, a preocupações com a violência e os problemas ambientais da atualidade.
               
A tarefa de “criar um filho” é uma das mais difíceis e prazerosas da vida. As dúvidas e os medos que acompanham a criação e a educação podem, quando não esclarecidos e controlados, comprometer e prejudicar todo este processo. As atitudes dos pais na maioria das vezes são as responsáveis pelas dificuldades de relacionamento e transtornos de comportamento dos filhos.
               
Casais com um único filho, muitas vezes pensando em superprotegê-los, pecam e comprometem o que deveria ser uma boa educação. Excessos de mimo, elogios, atenção exclusiva e falta de limites são erros que acarretam dificuldade em lidar com frustrações e com os relacionamentos interpessoais, não somente na infância, mas por toda a vida adulta.
 
As supostas justificativas dos pais como: “já que só tenho um filho, me deixa mimá-lo...”; “só tenho um filho e ele vai ter tudo o que quiser...”; “meu filho, deixe que nós resolvemos tudo...” – são alguns exemplos de situações que, se não controladas, fazem das crianças indivíduos emocionalmente fragilizados, intolerantes e, em alguns casos, até agressivos quando contrariados.
 
As crianças que não possuem irmãos necessitam ter mais contato com outras crianças da sua faixa etária para aprenderem a relacionar-se e brincar. As pré-escolas são excelentes opções como parceiras neste processo. O convívio exclusivo com adultos pode tornar as crianças dependentes de sua presença para tudo, o que não é bom para ambos nesta relação.
 
Sofrer, saber lidar com frustrações e perdas e saber tomar a iniciativa e atitudes perante situações adversas, faz parte do aprendizado da vida. Os pais que querem educar bem os seus filhos, sendo únicos ou não, devem permitir que eles se deparem e saibam lidar com estes diversos momentos – isto fortalecerá a personalidade e favorecerá o equilíbrio emocional deles.
 
Impor limites ao educar um filho, não significa abdicar de atitudes de carinho, companheirismo e descontração – é, antes, uma atitude de amor. Quando uma criança aprende a respeitar as pessoas e as circunstâncias, ela está mais preparada para a vida.

Dicas para educar seus filhos perfeitamente

Dicas para educar seus filhos perfeitamente

Na realidade é impossível educar os filhos perfeitamente. Porém sempre há maneiras de melhorar seu modo de agir para com eles. Muitas vezes você ao ver seu filho errado, até mesmo concorda com ele para evitar discussões e brigas, o que é algo extremamente inaceitável. Não o fato de evitar brigas, pois realmente é preciso se esforçar para viver em união, apesar de que quando um não quer, dois não brigam, mas a questão é deixar que seu filho faça algo errado e você aceite esta situação, ou mesmo diga palavras feias e você não se manifeste para repreende-lo.
Tomando esta atitude, ou melhor, não tomando atitude nenhuma, sua vida continuará sempre na mesma, e seus filhos cresceram mal educados e arrogantes. Já mostrando a eles a importância de agir corretamente, fará com que eles consigam adquirir mais responsabilidade e respeitem as demais pessoas e os mais velhos.
Obviamente que você não deve nunca agir de cabeça quente, como levantar a mão para bater em seus filhos, magoá-los, ofende-los, levantar palavras feias, como jogar pragas, dizendo que ele não presta, que ele puxou o pai (ou a mãe), que ele nunca será alguém na vida, enfim. Lembre-se que muitas vezes palavras podem machucar mais do que agressões físicas, apesar de que muitas vezes tomamos certas atitudes que realmente não agradam aos filhos, e que até surpreendem nós mesmos, mas evite-as, pois seu filho pode lhe ter como exemplo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

DICAS DE SUPER NANNY

Como disciplinar 


A palavra disciplina quer dizer ensino, segundo o dicionário da língua portuguesa. Ou seja, quando não há ensino sistematizado de regras ou de conduta de comportamento, ocorre a indisciplina. Quando os pais não sabem ou não conseguem dizer “não” ou “sim” na hora certa, quando acontece falta de limites, de procedimentos que gerem obediência, a indisciplina se instala. É interessante perceber que crianças em idades diferentes apresentam diferentes comportamentos e manifestações de indisciplina. As ações e reações indisciplinadas de uma criança pequena não podem ser iguais as de um pré-adolescente ou de um adolescente. E, infelizmente, quando não acontece a correção dessas manifestações na hora certa, essas pessoas em fase de crescimento terão problemas no futuro. Ou seja, quando crianças são violentas ou agressivas e não são disciplinadas, com certeza se tornarão adultos agressivos e violentos.
Eu sempre oriento que cada atitude de desobediência deve ser corrigida na hora em que acontece. O importante é ter regras de comportamento na família, explicar cada uma delas e exigir o seu cumprimento. A criança precisa entender que o não cumprimento de uma regra tem uma conseqüência negativa. Isso quer dizer que ela vai ter que assumir a conseqüência dessa desobediência (cantinho da disciplina, por exemplo). Por outro lado, o cumprimento de uma regra terá uma conseqüência positiva, que pode acontecer em forma de elogio, de demonstração de contentamento (método do incentivo, por exemplo). Mas as regras precisam ser claras e objetivas, de modo que a criança entenda e concorde com cada uma delas. E que o pai tenha convicção, consistência e firmeza no que está fazendo.
Também vale ressaltar que existem pais que não sabem identificar o choro ou uma atitude diferente dos filhos. Eles precisam aprender a detectar quando o filho está com sono, ou incomodado porque está sujo, ou se está com fome, ou sede. Não se pode simplesmente pensar que certas atitudes são de desobediência. Isso pode confundir a criança. Esse problema é mais comum com o primeiro filho, já que tudo é novidade e ninguém nasce sabendo ser pai. Diante dessa situação, os pais devem suprir todas as necessidades básicas da criança (fome, fralda, sede, sono, frio, calor). Se tudo isso estiver em ordem, aí sim um choro ou grito ou qualquer outra atitude pode significar manha, birra e indisciplina. Mas, aos poucos, os pais vão aprendendo a identificar as diferentes manifestações dos próprios filhos. E se acontecer alguma suspeita de que certas atitudes de indisciplina podem ser geradas por algum transtorno extra, o melhor é consultar o pediatra a fim de saber como agir.
Se a indisciplina é identificada, é preciso fazer algo. O método que recomendo para disciplinar é aquele que mostro no programa da SuperNanny: estabeleça uma rotina e regras que você quer para sua casa e sua família. Comunique isso, explique aos filhos e exija o cumprimento delas. Ao desobedecer uma regra, dê uma advertência ao seu filho; se desobedecer novamente, leve-o até o cantinho da disciplina (banquinho, tapetinho, cadeirinha) e deixe-o ali durante uma quantidade de minutos que sejam proporcionais à idade que possui (exemplo: 4 anos, 4 minutos). Ao terminar o tempo, faça com que ele peça desculpas e esqueça do assunto. Não grite, não se descontrole, não ameace, pois você está ensinando.
Alguém pode estar se perguntando: o que a Bíblia orienta nesses casos? É preciso usar, de fato, a vara para corrigir um filho? Eu posso apresentar alguns trechos bíblicos de Provérbios que abordam o assunto, como em 13.24 (“O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o castiga”), 23.13 (“Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá”) e 23.14 (“Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno”). Sendo assim, a Bíblia fala sobre educar o filho com a vara para que aprenda, mas essa atitude somente pode ser tomada com entendimento profundo da Palavra de Deus e discernimento sobre a mesma. Creio que o termo original refere-se a vara mesmo, mas é um assunto difícil de ser abordado na coluna de uma revista sem uma explicação profunda do procedimento. Isso seria mais aconselhável de ser ministrado em um encontro para pais cristãos, debaixo de oração, para não se correr o risco de espancar crianças e dizer que Deus é quem ordena assim.
Eu sou contra bater nos filhos porque, ao bater, não estamos ensinando, e sim descarregando uma série de sentimentos que levamos dentro de nós, como nervosismo, amargura, frustração, estresse etc. O ato de bater não ensina, somente machuca a criança; e o pai, muitas vezes, vai sentir remorso pelo que fez. O apanhar deixa marcas na criança, dói, machuca. O pior é que ela não consegue se defender, especialmente quando é pequena. Nesses casos, muitas vezes, a criança agride verbalmente ou tem outras manifestações de violência.
Da mesma forma, um castigo aleatório, sem consistência ou explicação, somente machuca, deixa marcas profundas nas crianças. Um outro problema acontece quando os pais castigam sem uma lógica ou aviso, somente porque estão nervosos ou cansados. Um dia castigam por uma atitude do filho, mas no dia seguinte, porque estão de bom humor, deixam falhas passarem, sem castigar. Isso é muito ruim, pois deixa a criança confusa e sem ensino.
O episódio do casal que acorrentou o filho pequeno em casa para ir à igreja, alegando que ele era muito indisciplinado, é um exemplo de exagero e crueldade. É prova da falta de discernimento ou entendimento profundo da Palavra de Deus. Muitas barbaridades como essas e outras piores se fazem no mundo todo em nome de Deus.
Creio que uma disciplina com entendimento, convicção, autoridade legítima, sem autoritarismo, sem nervosismo ou descontrole, dará o resultado esperado. Se ainda assim, a criança não demonstrar disciplina, seria bom consultar um médico para ver se não há algum outro problema que justifique a indisciplina.
Pais cristãos, tementes a Deus, precisam entender que é fundamental haver unidade entre o casal, uma rotina adequada, regras que ajudarão na formação do caráter das crianças e um método de disciplina (ensino) para poder orientar os filhos. Sem o entendimento certo da vara, segundo a Palavra de Deus, o método do cantinho da disciplina (para crianças pequenas de 2 até 7 anos) ou área de reflexão (para crianças maiores de 8 anos em diante) são eficazes.
Lembrem-se: eles ficam ali 1 minuto por ano de idade; tem que haver pedido de desculpa no final do tempo; deve haver um método de incentivo (reconhecimento pelo esforço do cumprimento das regras, que devem ser claras e de acordo com a idade da criança). Deve haver também uma advertência antes da disciplina propriamente dita, para dar a chance de corrigir o comportamento sem necessidade de chegar ao extremo. Não grite, não perca o controle, não fique nervoso. Você está ensinando seu filho.